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Como comprar seguros – um guia
Resumo de como um processo de aquisição de seguros funciona e respectivos aspectos.
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Para muitos de nós, comprar seguros é uma transacção relativamente simples. Quer se trate de uma cobertura automóvel, para habitação, ou mesmo por morte ou invalidez, o processo é muito semelhante: ligar a um agente, explicar a necessidade, obter o preço e começar a pagar as apólices.
Mas para as empresas com riscos maiores, diversificados e/ou únicos, o processo tende a ser mais complexo, requerendo a utilização de especialistas externos e um sistema permanente de revisão e renovação que pode tornar a aquisição ou manutenção de seguros uma ocupação a tempo inteiro.
Com este artigo pretendemos ajudar aqueles que necessitam de obter um conhecimento básico de como o processo de aquisição de seguros funciona e levantar os principais aspectos envolvidos nesse processo.
Num artigo anterior descrevemos a disciplina de Gestão de Riscos como "o processo pelo qual as organizações respondem metodicamente aos riscos relacionados com as suas actividades, com o objectivo de obter benefícios sustentados em todo o seu conjunto de actividades". Além de outros elementos, afirmámos que o processo deve incluir uma transferência efectiva de riscos residuais, "...que garanta a melhor cobertura possível ao menor custo de transferência possível".
Ao definir como decorre este processo de transferência de riscos residuais, é importante fazer uma distinção entre as empresas que têm um Gestor de Riscos interno e as que não têm. Assim, as empresas onde existe formalmente definida uma função são empresas que dada a carga de trabalho envolvida justifica a afectação de recursos humanos de uma forma permanente.
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Neste contexto, as responsabilidades do Gestor de Riscos incluem a aquisição dos programas de seguro apropriados que transfiram de forma efectiva os riscos residuais. A implementação desses programas requer o acesso aos mercados mundiais de seguro e resseguro, bem como a capacidade de desenvolver e implementar técnicas alternativas de financiamento de risco. De certa forma o Gestor de Riscos terá que interagir com dois actores deste mercado, os Seguradores e os Corretores.
Neste último caso, o corretor (ou broker) de seguros desempenha um papel de consultoria abrangente ajudando a empresa a determinar quais as suas necessidades em termos de seguros e definindo e colocando o seguro em seu favor. Em artigo futuro analisaremos o papel dos Seguradores.
No entanto, em empresas mais sofisticadas, onde existe um responsável interno nomeado para Gestor de Riscos, a relação com o corretor é muito diferente. De modo a responder de forma efectiva às suas responsabilidades internas, os Gestores de Riscos decidem o nível de envolvimento dos corretores de seguros na colocação da sua cobertura. Este nível pode ir desde o envolvimento mínimo até ao acompanhamento total do processo por parte do corretor.
Tendo em conta esta descrição, a gestão da relação com o corretor de seguros estrutura-se da mesma forma que qualquer outra actividade de outsourcing. Trata-se de um recurso disponível para que os Gestores de Riscos possam cumprir as obrigações que têm com os seus empregadores. Os Gestores de Riscos determinam o conjunto de serviços que necessitam e dirigem as actividades do corretor na implementação da estratégia de transferência de riscos da sua organização. Estas actividades podem ser caracterizadas de uma forma muito genérica:
Assessoria/Consultoria
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O corretor de seguros pode fornecer aconselhamento ao Gestor de Riscos para o auxiliar a determinar a melhor estratégia de transferência de riscos para a sua organização. A informação disponibilizada pode incluir análise à exposição ao risco e sinistros, melhores práticas do sector e das empresas em geral e dados sobre o mercado de seguros.
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Transaccional
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De modo a aceder de forma eficiente aos mercados seguradores mundiais, muitos compradores de seguros recorrem aos serviços dos corretores. A extensão e as modalidades desses serviços variam entre empresas, sectores e mesmo por área de cobertura.
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ServiÇos e AdministraÇÃo
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Logo que a apólice de seguros esteja colocada, continua a haver um conjunto significativo de operações administrativas e técnicas, desde o início do contrato até ao seu vencimento. Estas operações podem incluir, entre outras, a revisão da redacção da apólice, alterações de capitais, administração dos pagamentos dos prémios, emissão de certificados e a administração de sinistros. Neste último aspecto o corretor desempenha um papel fundamental pois na regulação do sinistro apoiará o seu cliente na argumentação junto da companhia para a rápida, efectiva e correcta regularização do mesmo. Assim, o corretor pode ser mais eficiente neste tipo de operações que o departamento interno de gestão de riscos, devido às economias de escala proporcionadas pelo fornecimento do mesmo tipo de serviços a vários clientes e pelos conhecimentos técnicos e comerciais que possui sobre o mercado de seguros.
Neste âmbito, o papel de um corretor de seguros integra o aconselhamento independente do cliente e a execução da estratégia de gestão de seguros aprovada. Para muitas empresas, esta estratégia implica uma relação de longo prazo com o parceiro de transferência de riscos (neste caso o segurador) algo que analisaremos no próximo artigo.
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