A pessoa segura, com 65 anos de idade, efectua uma entrega de 45.000 Euros. A seguradora analisa a situação e considera que a esperança de vida dessa pessoa ronda os 80 anos. Assim, os 45.000 Euros serão divididos por 15 anos, garantindo a seguradora nesta fase uma pensão de 3.000 Euros anuais. No entanto, o dinheiro não vai ficar parado e será investido nos mercados financeiros, existindo assim uma expectativa de ganhos por parte da seguradora. Parte destes ganhos serão adicionados ao valor da pensão garantida, podendo significar, por exemplo, um acréscimo de 600 Euros anuais ao valor da pensão, ficando esta nos 3.600 Euros anuais pagos até à morte da pessoa segura.
Podemos definir este tipo de seguros como um jogo, onde o colaborador é o vencedor se viver mais do que o esperado.
Voltando então ao assunto inicial, e após sabermos o que é uma renda tradicional, apresento-vos as "Impaired Annuities" (IA) ou, traduzindo à letra, qualquer coisa como as "Rendas dos Debilitados".
Existe uma ideia pré-concebida que as seguradoras exigem muitas formalidades médicas e que sempre que é detectado um problema:
A) existe uma admissão condicionada ao seguro (prémios mais elevados ou existência de restrições)
B) existe uma exclusão da pessoa segura. Nestas rendas (IA), acontece precisamente o contrário.Como explicámos anteriormente, a expectativa de vida da pessoa segura é fundamental para decidir se o seguro é ou não rentável, uma vez que, quanto maior for a longevidade, mais tempo a seguradora pagará as prestações devidas. Assim, se nas formalidades clínicas for detectado um problema, a seguradora sabe que existe uma probabilidade do período de pagamento de pensões ser mais reduzido, podendo por isso oferecer uma prestação vitalícia maior, o que se traduz numa prestação superior para o reformado.
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